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Inspetor da PCERJ, homem de confiança da juíza Patrícia Acioli, presta depoimento

Sindpol RJ Comente 11.11.11 2045 Vizualizações Imprimir Enviar

Inspetor que trabalhava junto com juíza morta vai à audiência de colete à prova de balas

11/11/2011
O inspetor da Polícia Civil Ricardo Henrique Moreira, foi à audiência de instrução e julgamento dos 11 acusados de matar a juíza Patrícia Acioli nesta sexta-feira (11), usando um colete à prova de balas. O depoimento foi marcado por embates entre os advogados de defesa e a promotoria. Ele trabalhava na Delegacia de São Gonçalo (72ª DP), investigava junto com a juíza as mortes em confronto com a PM no município e também teria sofrido ameaças de morte. O inspetor seria o homem de confiança da juíza dentro da Polícia Civil.

O inspetor relatou na sessão que quando o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, um dos acusados pela morte, assumiu o comando do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), colocou para atuar nas ruas todos os PMs que estavam em trabalhos internos, por estarem respondendo a processos por autos de resistência. Segundo ele, a medida descumpria, inclusive, determinações da magistrada.

Moreira contou que, um dia após a morte da juíza, começou a apurar informações sobre o crime, que posteriormente foram repassadas à DH (Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro). O policial civil informou que prestou depoimento no inquérito como informante.

Ele disse na audiência que desconfiava que os PMs que tiveram a prisão decretada no dia em que Patrícia morreu estivessem relacionados com o assassinato da magistrada. Por isso, entrou em contato com o secretário da juíza, Dario Ferreira Leal, para saber se os mandados que determinavam a prisão deles já haviam sido entregues no Batalhão de São Gonçalo.

Ao saber que os documentos ainda estavam no cartório da 4ª Vara Criminal, ele pediu que o secretário da juíza fizesse a retirada. De posse dos mandados, o inspetor foi pessoalmente à unidade policial onde os acusados prestavam serviço, com autorização do delegado, para fazer a entrega dos mandados. A intenção do inspetor era que os PMs fossem presos ao chegarem para trabalhar.
Fonte: Isabele Rangel, do R7 e Sindpol RJ

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